sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Namorandinho.

É fácil assim agora, mas eu não quero pensar no depois. Todo mundo me manda ter cuidado, e eu sei que deveria tomar, mas ah... Ele é tão lindo e sorri tão largo e aparece na porta da faculdade tão grande e depois some tão gentil. Me cede o tempo que eu preciso pra digerir tudo e depois volta. Porque eu aceitei que ele sempre volta. E agora, quando ele quer ir embora, eu aprendi a ser leve. Vai sim, eu vou ficando por aqui pelas minhas festas, amigos e bebedeiras. Daqui a pouco a gente se cruza. Tá apaixonada? Tô. Tá namorando? Não. O que tem de olho arregalado diante dessa constatação. Porque eu sempre fui dessas que querem prender pra mostrar que tá junto. Nem sei quando ou se deixei de ser. Mas me sinto leve. E isso já é um baita de um avanço!
Pode ir e voltar, se quiser, pode brincar de rodar o mundo... Eu ainda tenho muita chopada pra ir, muito veterano pra conhecer. Mas se tiver cansado dessa vida sem base, eu abro mão dessas coisas. Porque esse nosso namorandinho me faz mais feliz que qualquer outra coisa no mundo. Mentira, seu sorriso me faz mais feliz ainda. Mas só esse sorriso que você dá quando é pra mim. Enfim, a escolha é sua, meu amor, eu tô aqui e você sabe. Pra sorrir junto, pra gritar junto, pra ser leve junto... Ainda que pra estarmos juntos, precisemos permanecer separados.