sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Estranhezas a parte: Carol, Amanda e Carol, essa é pra vocês.


O mais engraçado é olhar pra elas e achar estranho. Achar estranho, o jeito que elas me parecem familiares. Achar estranho o jeito de conversar com elas, e achar que elas fazem parte da minha vida desde que nasci. Achar estranho o jeito de como me dou bem e de como me sinto bem só pelo fato de estar do lado delas. Achar estranho o jeito de mesmo estando ausente em alguns momentos, eu me sentir tão perto delas, por nunca esquecer delas. Achar estranho o jeito que a gente se entende, achar estranho o jeito de as vezes não concordarmos e mesmo assim nos entendermos. Achar estranho o jeito que sei que quando estou mal, fico bem ao procurar elas. Achar estranho o jeito de quando procurar elas, não ter elas aqui, mas simplismente ficar bem. Achar estranho o jeito de entender que elas tem as suas vidas e os seus próprios problemas e as vezes não podem estar totalmente a minha disposição, mas saber que elas me amam, e nem por isso deixaram de se preocupar comigo. Achar estranho o jeito de como elas fazem falta. Achar estranho o jeito de sempre que conto alguma história minha pra alguém, é fácil achar uma que elas estejam no meio. Achar estranho o jeito de sempre que conto uma história pra alguém, ter elas no meio, afinal, não somos amigas desde que nascemos, mesmo que a nossa ligação as vezes me confunda a respeito disso. Achar estranho o jeito de que tenho certeza de que tudo isso que estou escrevendo pra elas, sei que elas poderiam escrever pra mim. Achar estranho o jeito de como sei que elas tambem poderiam escrever isso pra mim. Achar estranho o jeito de saber o que elas sentem por mim apenas por falar: "oi amiga". Achar estranho o jeito de achar tudo isso muito estranho quando se fala da nossa amizade. Achar estranho o jeito de como acho a nossa amizade estranha. Achar estranho o jeito de achar o "estranho da nossa amizade" natural. Achar estranho o jeito de achar natural isso tudo que considero estranho. Achar estranho o jeito de como é difícil achar uma maneira de definir o que sinto por elas. Achar estranho o jeito de não saber como definir o que sinto por elas, se sei que é forte demais e muito significativo pra mim. Achar estranho o jeito de não conseguir definir tudo isso que considero estranho. Achar estranho o jeito de não conseguir falar nada sobre a nossa ligação além de "estranho". Elas apareceram na minha vida, e tudo isso foi muito estranho, e se tornou muito estranho. Foi estranho amar elas logo na primeira conversa e daí não desgrudar delas nem mais um segundo. Foi estranho saber desde o primeiro momento que podia contar com elas mesmo sem que elas me dissessem ou demonstrassem isso em algum momento. Acho que tudo que escrevi aqui, elas são capaz de compreender. Toda essa dificuldade de definir nossa amizade também acontece com elas. E por isso que digo sempre, que só nós quatro somos capazes de entender a nossa ligação. A única coisa que temos certeza e podemos afirmar é que é forte demais, sólida, madura, sincera e eterna.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Lá em Bz ninguém fica liso.

Antes de colocar o tradicional “See You In Búzios” no Orkut, fechar as malas e começar a contar os minutos pras oito horas da noite; antes de entrar no carro, pegar a estrada, parar no Queijão, passar pelo Até Que Enfim Búzios e me sentir, de novo, em casa, eu queria dizer tudo que ta passando pela minha cabeça.
Começo dizendo que apesar de um pouco mudada, por dentro continuo a mesma. Continuo achando que sou capaz de resolver todos os problemas sem ajuda, continuo achando que posso abraçar o mundo e ainda assim dar conta de viver uma vida perfeita, continuo com problemas para pedir ajuda, desculpa e qualquer outro verbo que me submeta a uma situação inferior. Continuo orgulhosa pra cacete. E continuo fazendo tudo do meu jeito, na hora que eu acho certa. Continuo morando (e adorando morar) dentro de mim. Opa! Ler isso não deve ter te agradado. Mas ai que ta, eu disse que mudei um pouco, e essa mudança está exatamente nesse ponto, eu não me importo mais em agradar ou não. Eu fiz de tudo, de tudo mesmo pra te agradar, pra você me amar, me querer por perto, e até pra você voltar. Nada funcionou, então, cá estou, não ligando pra sua volta ou não. Cá estou pensando se coloco na mala o vestido verde ou o vestido roxo. Mas devo acabar levando os dois, porque eu sou assim, quando não sei o que escolher, escolho as duas opções.
Em segundo lugar, preciso dizer que esses meses no fundo do poço me fizeram reforçar a idéia de que grandes amores são ótimos, grandes amigos melhores ainda, mas o que eu realmente não posso viver sem, é a minha grande família. Então, Nanda, Dudu, Mãe, Pai, e todos que tem meu sangue correndo no corpo: sem vocês eu não seria absolutamente ninguém. Se vocês não existissem, eu não sei o que teria me acontecido. Vocês estão longe de ser o exemplo de família perfeita, mas se eu estivesse no meio de uma dessas não seria a Jéssica, e o mundo com certeza seria muito chato sem mim! Então eu e o mundo, devemos uma pra vocês e suas imperfeições.
Agora: Amanda, Carol L., Carol M., Marcela, Fernanda, Fernanda C., Gustavo, Dudu, Luis, Isabelli, Michele, Carina, Luisa, Luana, Stephany, Rodrigo, Flávia, Maria Carol, Igor R. e Thiago ... Eu juro, por tudo que, depois dessa, vocês tem créditos eternos comigo! E eu sou super agradecida por tudo. Inclusive pelos porres que tomamos juntos nessas férias. Amo vocês pra cacete! E queria deixar vocês, tranqüilos, e dizer que mesmo que eu volte com o coração vazio, volto com o peito aberto, e pronto pra outra. O processo demorou, durou mais do que merecia, mas finalmente chegou a sua etapa final. Amanhã, assim que eu pisar em Búzios e sentir o cheiro de maresia, ouvir o barulho do mar e respirar fundo, vou ter certeza que todo o passado ficou pra trás. Ficou aqui no Rio, sambando, enchendo a cara e se entupindo de pirralhas com arquinhos de pompom na cabeça e pirulito e balas Boletes na boca. E sentindo minha falta. Porque quando o bloco passar, a bebida começar a fazer efeito e ele for vomitar em alguma esquina, é em mim que ele vai pensar. Vai sentir falta do meu carinho na cabeça e do modo como eu me preocupo com ele, mesmo quando ele desmerece qualquer tipo de atenção.
Queria dizer também que eu deixei de sentir inveja do Sol porque ele brilha pra você todos os dias, do vento porque ele toca teu rosto à hora que quiser e até da Lua que acompanha as suas noites. Coisa boba sentir inveja da natureza! Eu evoluí, hoje eu sei que eles estão com você, assim como estão comigo, com o José, com a Maria e com qualquer outro ser desse planeta. Hoje eu tenho consciência que mereço tanto quanto você o brilho do Sol, o carinho do vento e a companhia da Lua nas minhas noites. Você não é superior só porque os tem. Logo, não preciso sentir inveja de ninguém, se estão comigo e estão com você, estamos juntos. Todos nesse Universo estamos juntos e ligados, eu aprendi isso.
E por último, eu queria falar que esse ano promete ser diferente e eu, que nunca gostei de mudanças, pretendo me jogar em todas as boas mudanças que venham. E também não quero mais controlar a vida, vou deixar ela me levar pra onde bem entender.
Diante disso tudo, bom carnaval pra Você e não pense que só porque eu te matei bem nessa época do ano, o meu amor era superficial ou pequeno, mas você me conhece e sabe que eu resolvo meus problemas com uma boa festa! Quer data melhor que essa pra te deixar livre de vez, e voar pra outros lugares?!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Contrariando o conto de fadas.

Todo mundo acredita na gente. É como se você fosse o Peter Pan e eu a Tinker Bell, e todos precisam gritar o tempo todo que acreditam em nós. "I do believe. I do, I do." Mas que merda! Teu amigo de mais de quatro anos tem certeza que quando voltarmos a conviver, vamos voltar a ser o casal de sempre. Minhas amigas não param de falar de você pra mim um minuto, todas elas acreditam que o nosso destino é ficar junto. Os amigos que dividimos falam que nos ver separados é muito surreal, e todos, absolutamente todos, nossos amigos em comum acreditam em nós. Começo a achar que por aqui, por esse mundo de acreditar nas coisas, eu sou a única matando fadas e meninos que não crescem nunca. Eu sou a única que insiste em dizer "I not believe". Não acredito que meninos possam escolher não crescer, logo, não posso acreditar nesse seu jeito de ser sempre uma criança, mesmo quando o assunto é tão sério como, por exemplo, nossos corações. Desacredito em todos os poderes que já falaram que eu tenho, logo sou humana demais pra ser uma fada. Fadas realizam desejos, eu não consigo nem levantar dessa cama, quanto mais fazer coisas boas pro mundo. E então, eu lembro que no meio dessa Neverland que me enfiaram, existe mais alguém que faz questão que o mundo inteiro escute o grito de 'I not believe'. Existe alguém que é o motivador de eu ter virado as costas para todos meus poderes e ter entregue meu destino nas mãos do Universo...você. Você também não acredita em nós. Que dupla formamos! Os dois maiores alvos de crença alheia, desacreditam neles mesmos. Bom, pelo menos, ainda temos algo em comum. E temos o Universo. Que se faz de surdo diante dos nossos gritos e continua conspirando, nos colocando um de frente pro outro, porque Ele sabe, que uma hora ou outra, Peter Pan e Tinker Bell devem resolver os problemas e fazer de Neverland um local feliz.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Um breve adeus.

Aos poucos eu vou dando um fim as manias e dependências. Aos poucos eu vou me convencendo que ser feliz sem esse cara é totalmente possível. Eu, agora, já consigo acordar sorrindo, olha que avanço! E tem dias, como hoje, que consigo passar horas seguidas sem sequer um pensamento triste. Já consigo até pensar nele com um carinho neutro, uma saudadezinha leve. Daquele tipo que só o tempo pode trazer. Saber que teremos um encontro em breve não embrulha mais o meu estomago, nem faz meu pulmão parar. E eu também não sinto que só consigo encarar isso bebada. Eu posso muito bem estar sóbria e encarar aqueles olhos sem morrer um pouquinho. Não sei se é a proximidade do carnaval, uma época que eu nunca curti como os outros, ou se é mesmo o tempo fazendo efeito, mas eu sinto, lá no fundinho de mim, uma alegria boba de viver. Entrei numa fase de aceitação. Não tem que ser? Tudo bem, que não seja. Você quer assim? Tudo bem, assim vai ser. Não deu certo? Que pena, a vida segue. E nunca pensei que seria assim tão fácil. Posso estar me enganando, estar em um momento daqueles que todo mundo tem de iludir a si mesmo, mas eu tenho, realmente, passado os dias muito bem. Ontem eu fodi minha boca com sal e tequila, mas eu não bebi pra esquecer ninguem, bebi pelos mesmo motivos que todos em volta de mim, estava com vontade de curtir. E eu curti! Essa minha nova companheira é mesmo surreal, a tal da auto-estima. Eu tô tão queimadinha, e apesar de ter pintado o cabelo de escuro pra contrariar o gosto dele (que bobeira), o Sol fez o favor de clarea-lo, e ele tá tão bonito. Também emagreci alguma coisa. Eu tô, realmente, me sentindo mais bonita, e pela primeira vez, eu tô mais bonita pra mim mesma, e não pra outros. Não pra ele, não pro próximo, só pra mim. Eu tenho me bastado tanto nos últimos dias. E então, no meio desse mar de auto-confiança, decidi que apesar de ser difícil, só volto a escrever aqui quando o assunto não for esse que me tirou o chão dois meses atras. É como no AA, estabeleci que tenho que seguir 12 passos, o próximo é parar de escrever compulsivamente sobre minhas dores e desamores. Díficil, mas não impossível. E eu espero, em breve, voltar aqui com uma boa história pra contar. Torçam por mim e não deixem de me deixar scraps e essas coisinhas fofas que vocês, que sempre veem ler, fazem. Adoro cada umas das demosntrações de carinho e cada palavra de conforto que vocês mandam. Eu volto, juro que volto, e volto feliz. E quanto a ele...Ele quem mesmo?

Beijos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Amy e as Nuvens.

Não tem estrela no Céu. A Amy Winehouse não para de repetir que o amor é um jogo perdido, minha cabeça não para de me lembrar que eu preciso lembrar de não pensar nele, meu cabelo tá lindo de matar, eu finalmente parei de beber até ficar na merda, mas não tem estrela no Céu. Isso é revoltante. Desde bem pequena, não é uma rotina, mas sempre que eu olho pro Céu e vejo uma estrela eu faço um pedido. Hoje eu fui na janela decidida a pedir pra estrela levar de mim esse sentimento que tem me comido aos poucos, e o que eu encontrei? Nuvens. Um Céu cheio de nuvens, pra me lembrar que a vida, as vezes, pode ser cruel e nos esconder a sua beleza. Assim como o Céu, as vezes guarda só pra ele a beleza das estrelas. Então eu acendi meu cigarro e fiquei conversando com uma estrela qualquer, que eu nem sabia se tava ali ou não. Mas eu pedi, pedi mesmo e com todas as minhas forças, pra que cada dia que eu acordar, morra um pouco dele dentro de mim. Bom, se a estrela me ouviu eu não sei, mas a Amy tem algum problema sério comigo. No auge do meu acordo com Deus, de não enfiar o pé na jaca até julho, a Amy me saca um copo cheio de Absolut e gelo e bebe bem na minha frente. E ainda fica aqui, esfregando na minha cara que vai ser feliz só ela e o homem dela. Até a Amy, o ser mais doido que eu já vi, tem um homem pra segurar a onda - ou ir na onda, como quiserem - dela. E eu tenho que segurar minha onda sozinha. O Gustavo no outro dia disse que se eu soubesse me controlar não ficava sofrendo depois. E pior que ele tá certo. Se eu segurasse minha boca, meus impulsos...Mas quando eu vou ver já tô mandando mensagem, já tô ligando. As vezes eu me pergunto se eu sou mais maluca que a Amy. Porque se me colocarem em uma daquelas máquinas da verdade que dão choque e tudo mais e me perguntarem se eu quero esquecer ele, vou ter que falar a verdade e a verdade é que não, eu não quero. Porque amar ele é igual um Céu cheio de nuvens. É escuro, vazio, solitário e não tras beleza pros olhos de ninguém, mas se eu pensar direitinho, as estrelas tão lá e essas nuvens já, já são levadas pelo vento.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Maldade.

É, você me ama. Eu sei. Ai tá, já pode parar de dizer o tempo todo que quer ter uma filha com a minha mãozinha e meu jeitinho. Para, pelo amor de Deus, de falar tudo no diminutivo. Que esse bando de diminutivo me faz lembrar nojinho, é nojinho, essa coisa que me dá quando você vem meloso demais pra cima de mim. Não, meu bem, eu não vou passar carnaval com você. No carnaval eu vou pra Búzios, encontrar aquele gringo maravilhoso que vai ser o pai dos meus filhos californianos. Eu nunca te iludi. Nunca falei que te amava e muito menos que queria ser mãe dessa criança que você sonha em ter. Se eu não aguento uma de mim, imagina duas. É, eu já entendi que não tô dando valor pra quem me dá. Fazer o que, nasci assim! Deus me fez com o pulmão fraco e o fígado forte, eu fui programada pra curtir a vida e não pra amar a ponto de ficar sem ar. Amor, por mais triste que seja assumir, foi um sentimento que meu coração burro aprendeu sozinho. Não nasci com ele dentro de mim. O amor apareceu depois de uma meia duzia de homens tentar, sem sucesso, me incluir no mundo dos que amam. E o pior, essa uma duzia desejava mesmo o meu amor, tanto ou mais que você, e eu não fui capaz de amar nenhum deles. Só fui amar mesmo quando um cara ai caiu de para-quedas no meu caminho. Um cara que me faz, agora, entender porque todo meu corpo recusou durante muito tempo o amor. E, lamento te informar, querido, mas você surgiu bem na hora que o que eu mais quero é me afastar desse sentimento idiota, de novo. Eu sei que posso me arrepender, que tô jogando fora quem me ama, que tô maltratando um coração que só quer me fazer feliz e mais um bando desses clichês velhos que gente como você usa, mas eu voltei a ser dura, a ser fria, a ser a boa e velha Jéssica egocêntrica e mimada. E não é fácil entrar no coração dessa. E se te adianta um conselho, lá vai: pode parar de tentar. Se eu tiver que te amar um dia, vou amar sem você fazer nenhum desses esforços. Vou te amar sem flores, sem aneis, sem planos pros filhos que podemos ter. Vou te amar porque um dia simplesmente vou acordar e sentir que te amo. Mas esse dia não é amanhã, daqui a duas semanas ou um mês. Se esse dia chegar, o que eu duvido, vai ser depois que meu coração sair do estado de gelo em que ele se colocou pra curar feridas. E ainda falta tempo demais pra isso. Segue sua vida, eu já disse. É, você é mesmo tudo, absolutamente, tudo que eu queria que ele fosse, mas você não é ele. E eu não posso sentir afeto, nesse momento, por ninguém que não seja ele. Agora, que eu já disse isso tudo, larga minha mão, por favor, que eu não aguento mais fingir que gosto desse carinho chato que você faz. E não aguento mais também acordar com o celular tocando, me encher de esperança e ver que é só você. Eu não quero suas ligações, não agora. E você é bom demais pra ter do seu lado, alguém assim como eu. Pra eu ter um cara legal, como você, comigo, eu preciso me amar muito. E no momento eu me odeio demais. Só vou te fazer infeliz. Então, sai por aí, procura uma loira de verdade, uma princesinha sem o coração de gelo e vai ser feliz. Anda, larga minha mão.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ah se fosse verdade...

Eu não sinto sua falta na praia. Eu não sinto sua falta comendo cachorro quente de barraquinha. Eu não penso em você quando entro no meu quarto. Eu não lembro de você em nenhuma hora do dia. Eu não penso em você quando eu acordo, e nem é por sua causa que eu passo horas da madrugada, me revirando na cama, sem conseguir dormir. Eu não sinto vontade de te ligar a cada cinco minutos e eu não odeio ninguém que possa ter você. Eu não ligo se você já me parece, de novo, aquele estranho. Eu nunca gostei muito de você mesmo. E se você quiser engasgar e morrer com a bala Boelte da próxima pirralha que você pegar, sinta-se a vontade. Eu não do a mínima. Eu nem passo o dia vendo fotos nossas e nem fico tentando tirar da minha vista qualquer coisa que me lembre que você tá seguindo a vida. Você voltou a ser o babaca que eu não conheço e isso, definitivamente, não me afeta. Tá pensando o que? Que só porque você já esteve tão dentro de mim, e me fez sentir coisas que eu nunca tinha sentido, eu vou te desejar pra sempre? Pra falar a verdade, cada dia meu corpo te chama menos, daqui a pouco essa pseudo-abstinência passa e você vai ser só uma cosquinha no meu coração. Alias, você nem mora mais no meu coração. Você tinha uma cobertura vip lá, mas eu te taquei da varanda e você deu de cara no chão da rua, perto da barraquinha podre de cachorro quente. Eu juro, cada dia que eu abro os olhos, depois de uma tarde mal dormida, e vejo que ainda tenho o mesmo rosto cansado, a sua não-presença é menos notória. Eu adoro não poder ter você. Eu não penso em você pra me vestir, eu não ligo se você vai ou não gostar da cor nova do meu cabelo e eu tô cagando pra opnião que você teria sobre meus novos planos. Alias, eu espero que você fique feliz por mim e nunca, mesmo que a vontade seja muito grande, nunca me procure. Quer saber? Eu espero que você nunca se arrependa de ter me deixado por causa dos outros. Eu não fico me matando pra não ir atras de informações sobre você. Eu não quero saber de você. E, eu já disse que não sinto nem um pouquinho a sua falta? Mas é que eu não sinto mesmo. Nem mesmo hoje, quando eu vi na praia, aquele menininho fofo, todo loirinho e bronzeado, com os olhos verdinhos e cara de marrento e pensei que nosso filho seria igualzinho a ele, eu desejei te ter de volta. Eu não te quero de volta. E mais que tudo isso, mais do que qualquer coisa, eu não te amo nem mais um pouquinho. Não te amo nem do tamanho do meu dedo mindinho, que você sempre disse que é pequinininho demais. Não te amo absolutamente porra nenhuma.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Pir-lim-pim-pim.

Acabei de receber de um e-mail de um primo meu, que nunca conversa comigo, mas geralmente tem o dom de mandar e-mails certos, na hora certa. Talvez, porque ele saiba decifrar melhor os meus subnicks no msn, do que quem, realmente, deveria entende-los. O e-mail conta uma história bonitinha, de um cara com o maldito primeiro nome que tem me assombrado, que decidiu viver a vida só com o lado positivo, todo dia ao acordar, com a esposa ao lado, o tal do cara fala pra si mesmo que tem duas opções: ficar bem humorado, ou mau humorado. Ele escolhe sempre o bom humor. Minha mente pessimista e massoquista, começou logo com as loucuras...deve ser fácil acordar bem humorado quando se tem a pessoa amada acordando do seu lado. Eu também seria feliz assim. Feliz pra sempre, se esse filho da puta cuspisse fora esse orgulho entalado na garganta dele e voltasse pra mim. E então, eu percebi que não todo o problema, mas talvez grande parte dele, esteja ai, bem nessa frase. Por que minha felicidade depende de um babaca orgulhoso? Por que pra eu ser feliz preciso de um corpo acordando ao meu lado? E, outra, se esse babaca com o mesmo primeiro nome do carinha do e-mail, fosse mesmo o cara merecedor de tanto amor enjoado e tanta vida desperdiçada, por que agora eu tô aqui escrevendo um mais um texto me lamentando? Eu queria gritar na cara dele, gritar bem alto, o grito mais forte e mais desabafador do mundo, o quanto eu odeio me entregar pra outros, outros que podem ser os merecedores do meu amor, mas eu de tando o amar, nem os enxergo. O quanto eu odeio sentir meu corpo, minha pele pedindo por algo que eu não posso dar. Talvez o corpo e a pele se alcamem com um outro corpo qualquer. Já o coração...ah, esse sim é meu fardo. Esse sim implora, dia e noite, dia e noite, por ele, e só por ele. E me faz querer gritar, desmaiar...de tanta saudade. Desde que ele se foi, as coisas não mudaram, mas deixaram de ter a mesma graça. Minha música preferida ficou sem nexo. Minha banda preferida me dá embrulho no estomago. Nem aquela batata com queijo e bacon, daquele restaurante americano, tem o mesmo gosto. Desde que ele se foi as madrugadas são longas, as manhãs não existem e o dia começa quando o sol já tá indo embora. Eu fiquei mais arisca, falar de sentimento já não é mais tão fácil. Tanto que eu fico aqui, horas e horas tentando por pra fora tudo que tem me corroído por dentro e saem esses textos embolados e confusos. Queria arrumar um jeito, uma fórmula, um pózinho tipo o pir-lim-pim-pim da Emilia, que assim que eu jogasse em cima de mim, esse sentimento mudasse. Ele voltasse a ser o cara de antes, o cara pra quem eu não era devota de tanto amor. Mas a madrugada chega, eu só durmo quando o sol tá quase saindo e quase treze horas depois, quando eu acordo, continuo amando, continuo caindo no choro ao olhar pra Lua, continuo assistindo filme bobo na televisão, lendo livro meloso no computador e colocando o meu nome e o dele no casal principal. Eu continuo aqui, sendo a mesma pessoa, só que mais sem graça e sem vontade, desde o dia que ele se foi...as vezes eu acho que é porque no meu inconsciente, se eu não mudar nada de muito impacto, um dia o amor dele fica maior que o orgulho, e ele volta. Eu até escrevi uma carta, coisa que eu não fazia direito há algum tempo, uma carta gigante e que faz todo mundo chorar, implorando por ele e pelo amor dele de volta. Porém, eu naõ mudei, mas quando olho nos olhos dele, vejo tantas mudanças, não vejo nada desse menino que eu tenho guardado em mim...que essa carta, provavelmente, viraria papel picado em uma lata de lixo qualquer. Então eu a guardo aqui, na mesma caixa que tão as fotos dele e o meu coração, esperando inventarem o pózinho mágico e me congelando, cada dia mais, da mesma maneira que ele me deixou. Um dia ele volta.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Eu. Você. E o Destino...

Durante muito tempo eu esperei demais da vida. Esperei o Principe Encantado chegar em um carrão e falar que passou a vida inteira me procurando, mas o filho da puta deve ter se perdido no caminho, e ao inves dele veio esse Principe do avesso. Esse cara meio babaca, meio fofo, que as vezes me embrulha o estomago de tanto amor, e as vezes me faz querer arrancar um pedaço de mim de tanto nojo. Esse ser humano que, por mais que eu tente, não consigo definir como nada, só como um ser humano.
Durante muito tempo eu esperei que a vida fosse me dar todas as respostas que eu precisava desesperadamente, mas ao inves disso ela me fez entender aquele velho e amargo clichê "quando você acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas".
Eu quis que a vida mudasse tudo. Que a vida virasse o jogo, que a vida melhorasse minha maneira de me relacionar com o mundo...deixei tudo na mão dessa maldita vida, e sabe o que ela fez? Nada. Deixou tudo do jeito que tava, me deixou continuar sendo a mesma mimada de sempre e continuar vivendo em uma bolha.
Mas ai, veio alguém maior e mais agressivo que a vida, o Destino. O Destino odiou chegar e me ver sendo a mesma garotinha que eu fui criada pra ser, mesmo depois de ter colocado no meu caminho tantas maneiras de me fazer ser mais madura. O Destino deve ter se revoltado quando percebeu que eu, mesmo depois de ter tido tantas responsabilidades e ter enfrentado tantas barras, ainda dou muito valor pro meu cabelo e pra minha aparência. Ai o babacão resolveu me fuder. Botou no meu caminho você. Que desestruturou qualquer coisa que eu tinha estruturada dentro de mim, que jogou meus planos de futuro feliz no lixo e nem se importou com isso. E pior, esse filho da puta, ainda me deu o gostinho de achar que mais uma vez a garotinha mimada, que vive dentro de mim, conseguiria o que quer, sem muitos esforços. Tudo teatrinho, agora ele tá mostrando a cara, me mostrando o quanto é poderoso e cruel com quem vira as costas pra lições que ele dá.
Eu tô sofrendo pra caralho, muito mesmo, eu nem sabia que dava pra sofrer tanto assim. Mas que o senhor Destino saiba, eu aprendi a lição dessa vez, e não vou ficar, de novo, parada esperendo a vida trazer de volta você, meu Principezinho ao contrário. Agora, sou eu, você e o Destino. E se a sua idéia é ficar parado esperando a vida nos dizer o que fazer, por experiência própria eu digo, quando você resolver agir, só vai encontrar vazio e solidão. Então, por que você não deixa esse futuro de dor e solidão, cospe fora esse orgulho, olha no meu olho e diz que ainda me ama?!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Pra Nanda.

É tanto amor que a vontade de chorar passa. É tanto amor que eu chego em casa fazendo cena bebada pra Nanda rir de mim. É tanto, mais tanto amor que eu não ligo pra se você é meu ou de outra, o seu sorriso, a sua voz e os seus olhos me deixam maluca do mesmo jeito. É um amor tão grande e tão sem medida que se me falassem ppra morrer mil vezes por ele, eu morreria. Porque eu não me importo de morrer mil vezes se a recompensa for esse amor. O amor é tão grande e e a dor tão intensa que a Nanda já fica dando palpite do que eu devo ou não fazer, vê se pode, ela tem doze anos e fica me falando o que fazer com meu coração de quase dezoito?! Mas, as vezes, eu acho que a Nanda é mais esperta que eu. Ela numa semana ama, na outra não tá nem ai. Eu queria tanto que esse amor meu por ele fosse assim, hoje existe, amanhã quem vai saber?! A Nanda até sofre pelos menininhos, mas sofre pouco. Quase nada. E no dia seguinte ela levanta e vive a vida. Eu, sou o contrário, eu fico aqui remoendo amor, remoendo dor e tendo que ouvir conselho da minha irmã de doze anos. A Nanda é uma versão de mim melhorada, é verdade. E eu não canso de constatar isso. A Nanda não sonha em casar, não sonha com um cara perfeito, acha amor melosinho um saco e quer mais é curtir a vida. Na idade dela eu já morria de amores e já tinha passado pela primeira grande decepção da minha vida. Se algum menininho ligasse pra Nanda, igual Ele fez hoje, bebado e enchendo o saco, ela com certeza mandaria ele ir a merda e pronto. Porque a Nanda é assim, ela manda todo mundo pro palavrão que vier a cabeça, e continua feliz. Mas meu amor é tão grande, tão forte e tão absurdo que se um dia eu mandar Ele ir a merda, no minuto seguinte vou pedir um milhão de desculpas, porque a Nanda pode ser tudo que uma menina precisa ser pra não sofrer e pode mesmo ser uma Jéssica melhorada, mas mesmo com tanto amor tendo que ser enrustido e mesmo com tanta dor guardada, eu sou feliz. Feliz, principalmente, porque esse amor todo me fez, mais uma vez, confirmar que eu tenho a Nanda pra me fazer dar risada da vida, das trágedias e desse amor maluco. Te amo, Dona Fernandinha.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Nobreza.

Não sei do que eu tô rindo. Mas também não sei que motivo eu tenho pra não rir. Qual o problema? Tô rindo po, que mal há nisso? Ai nego vem e diz que é ironia minha, e que essa minha ironia ainda vai me levar pro fundo do poço. O que nego não entende é que eu preciso dela pra aguentar toda essa coisa de viver sem você. Eu ri quando suas amigas em viram na praia e falaram que eu sou mais bonita do que elas achavam. Ri, primeiro porque eu nunca achei que alguém que me visse na praia me acharia bonita, e segundo porque elas nem sabiam do nosso fim. Ai eu fiquei prestando atenção nelas e a coisa foi ficando engraçada, porque chegou uma outra, provavelmente amiga Dessazinha que você tá se enrolando, e aproveitando que eu tava com os fones nos ouvidos, contou a sua (ou a versão da fulana) do nosso fim. Mas eu tava com os fones desligados desde que eu ouvi seu nome e a frase 'a loira de biquine vermelho'. Ou seja, ouvi a conversa toda. E sabe o que é absurdamente incrível? Na sua versão pra mim, existem muitos detalhes que pra sua Fulaninha foram revelados, mas pra mim não. E nego fala que eu sou ironica. Você é um grande paradóxo. É, isso mesmo, tão revoltante quanto eu usar uma palavra tão rara a toa. Mas você é assim, irritante por nada. Você me irrita só de existir, porque só o fato de você existir já é o maior motivo que eu tenho pra te amar. E te amar me irrita. Me irrita, me deixa sem saber se devo sorrir ou chorar. E nego me manda olhar pra dentro de mim, fazer o que meu coração pede. E eu olho, coloco até os óculos na alma, pra ver se enxergo melhor, mas só o que eu vejo são cenas boas reais se misturando com cenas horriveis imaginadas: você comigo, meu quarto, briga, beijo, suor, corpo relaxado e seu sorriso lindo de quem tá satisfeito. Você com ela, sorrisos bobos, a sensação de que minha personalidade era pesada demais e que a vida é mais fácil sem mim. Nada de suor, nada de corpo relaxado. Mas a mente tá sã, longe das minhas loucuras, e isso vale mais que qualquer coisa que eu já tenha feito pra te ver com um sorriso bobo de quem chegou lá. Falando em suadeira e mente sã, a falta de você, quase me fez ficar mais maluca do que de custume, mas eu me obriguei a forçar meu corpo a entender que só vai te ter assim, de novo, no dia que minha cabeça for capaz de se ajeitar e arrumar um jeito de te trazer de volta. De volta pro meu quarto, pros meus cantos e pra mim. Por enquanto, eu vou rindo, cagando pra nego que diz que eu não tenho motivo pra rir. Eu tenho, em mim, mil lembranças que podem ser catalogadas nos mais variados tipos, da comédia ao drama, do romance ao pastelão...temos nossos momentos, e eu os tenho guardados, em um lugar muito mais confiável que o meu cérebro loiro, no meu coração. E isso, eu descobri, é um motivo gigante pra sorrir, muito maior que a vontade de chorar que eu sinto quando penso em você com ela. Porque eu e o mundo sabemos que amanhã ou depois isso acaba, e o tempo apaga. As nossas lembranças não.